Buscar
  • Vetsaoboaventura

Raças Brasileiras de cães

Atualizado: 27 de Ago de 2019

Buldogue Campeiro

Esse é o Buldogue Campeiro. De porte grande, sua função original era lidar com o gado e com a guarda. Seu peso pode variar entre 30kg e 45kg. Tranquilo porém corajoso, o buldogue campeiro é um protetor nato. Ele é inteligente, fácil de adestrar e fiel à sua família. Essa raça é ótima para se ter em grandes sítios. A diversão e o amor estão garantidos!


Pastor da Mantiqueira

Como o nome já diz, a Serra da Mantiqueira é o lugar de origem dessa raça. Sua descendência vem dos chamados “cães policiais”. Por causa da sua habilidade com o pastoreio, acredita-se que essa raça seja fruto do cruzamento de outros cães pastores trazidos para cá pelos imigrantes, tais quais o pastor belga, o pastor alemão e o pastor branco-suiço. A inteligência do Pastor da Mantiqueira vai muito além de suas habilidades com o pastoreio. Quem tem um desses sempre se surpreende com tamanha esperteza.


Dogue Brasileiro

Tudo começou com o desejo do gaúcho Pedro Ribeiro Dantas em ter um cão de guarda. Seu sonho foi concretizado em 1978 com a criação do dogue brasileiro. A raça é fruto do cruzamento de um Bull terrier e um boxer. No início, a raça foi nomeada de bull-boxer (criativo, só que não) em homenagem as duas raças que lhe deram origem. No entanto, seu criador insistiu em chama-lo Dogue Brasileiro, assegurando assim a sua nacionalidade.

De porte mediano e pelo curto, o Dogue Brasileiro possui temperamento equilibrado e respeita bem os estranhos acompanhados por familiares. Essa raça é capaz de agir com agressividade, mas somente se for treinado para a guarda. A descendência do Bull Terreier faz do Dogue Brasileiro um tanto intolerante ao convívio com outros animais. Portanto, se for escolher ter um desses, é bom treiná-lo e adestrá-lo para que o convívio com outros peludinhos seja possibilitado.



Ovelheiro Gaúcho

Esta é mais uma raça do pastoreio. Surgiu no Rio Grande do Sul fruto do cruzamento de diversas raças pastoreiras, tais quais o pastor alemão e o border collie, guardando com este último uma semelhança especial. De porte mediano, o ovelheiro gaúcho possui grande agilidade, uma inteligência fora do comum, além de ser super alerta e leal. Sua função é tomar conta tanto das ovelhas (para fazer jus ao nome) como de outros animais da fazenda.


Fila Brasileiro

Fruto do cruzamento de cachorros brasileiros com raças estrangeiras tais como o buldogue, o mastim e o cachorro de Santo Humberto, o fila brasileiro foi primeira raça a ser reconhecida internacionalmente. Possui a estrutura óssea semelhante a dos mastins ingleses e a pele solta e as orelhas baixas bem parecidas com a dos cachorros de santo humberto. Mesmo de temperamento complexo e personalidade forte os filas brasileiros costumam ser fiéis e afetuosos com seus familiares. De aparência poderosa e imperiosa, eles também são excelentes cães de guarda.


Terrier Brasileiro ou Fox Paulistinha

Fruto do cruzamento de cachorros brasileiros com o fox terrier, manchester terrier e terrier branco, o fox paulistinha possui pelagem curta e lisa, bem densa e rentíssima à pele. É realmente lindo o brilho dessa pelagem à luz do sol. Trata-se de um cachorro de porte médio e pequeno, inteligente e super ativo. Quando bem adestrado desde filhote, o fox paulistinha consegue aprender inúmeras atividades caninas. Ele é um super companheiro da família e consegue ser ao mesmo tempo leal e independente.


Rastreador Brasileiro

Pessoal, esse é o rastreador brasileiro, também conhecido como pantaneiro ou urrador. Sendo uma variante do tipo Scent Hound, o rastreador brasileiro se concentrava na região do Centro Oeste brasileiro, mais precisamente no Pantanal. A raça em questão foi considerada extinta pela Confederação Brasileira de Cinofilia ( FCI) em 1973. Dentre os fatores que levaram ao desaparecimento do rastreador brasileiro, o de maior gravidade foi o uso crescente de agrotóxicos e pesticidas utilizados nas plantações rurais. Esses, juntamente com o surto de algumas doenças, reduziram a população de rastreadores a quase zero. Atualmente alguns criadores tentam recriar a raça original mas até agora, infelizmente, sem êxito.


Buldogue Serrano

O buldogue serrano é um tanto parecido com o buldogue campeiro, seja no porte físico, seja nos ancestrais que originaram as duas raças. No entanto, a Confederação Brasileira de Cinofilia (KBKC) afirma que as duas raças sempre existiram. O buldogue serrano é, primeiramente, fruto do cruzamento de cachorros nativos do sul do Brasil com o buldogue inglês e com o old english bulldog, ambas as raças trazidas por imigrantes europeus. Acredita-se que o comportamento do Buldogue serrano também foi influenciado por alguns cruzamentos com o alano espanhol e com o fila de terceiras, raça portuguesa atualmente em extinção. De aspecto atarracado mas sem aparentar ser um cão pesado e lento, o buldogue serrano era utilizado tanto na proteção de campos produtivos quanto no pastoreio do gado.


Veadeiro Pampeano

Eis uma raça brasileira bem pouco conhecida: O veadeiro Pampeano ou Veadeiro Brasileiro. Trata-se de cachorros de porte médio, cabeça retangular e uma aparência um tanto quanto rudimentar ou primitiva. Mesmo com contribuições de cachorros argentinos e uruguaios, o veadeiro pampeano é uma raça original do sul do Brasil. Os sentidos dos veadeiros são extremamente aguçados. Eles estão sempre alerta aos estímulos que os rodeiam, fazendo deles excelentes cães de caça. Conhecido também pelo equilíbrio mental e pela obediência, os veadeiros são muito leais e fáceis de adestrar. Ao mesmo tempo, essa raça costuma ser hostil com estranhos. Por isso é recomendada atenção redobrada quanto a sua socialização. ;) Um abraço e até a próxima.


Boca-Preta Sertanejo

Acredita-se que as origens dessa raça seja bastante antiga, tendo sido produzida a partir do cruzamento de cães nativos criados por tribos indígenas do nordeste do Brasil, com cães do tipo podengo ou outros tipos de cães de caça europeus trazidos pra cá peles primeiros grupos de colonizadores.

Também conhecido com Cão Sertanejo, essa raça era – e ainda é – utilizada para caça, vigia e lida com o gado. Atualmente, o Boca-Preta Sertanejo é considerado um patrimônio histórico-cultural da região Nordeste, permeando a memória popular do sertão brasileiro. ;)


SRD - Sem Raça Definida

Comumente chamados de vira-latas, os cães sem raça definida são apenas isso: Não possuem uma raça específica reconhecida pela Federação Brasileira ou Internacional de Cinofilia. Chamamos de vira-lata todo um espectro de cães que vai do cruzamento de duas raças puras até aqueles que são fruto do cruzamento de raças indeterminadas há décadas. Entretanto, mesmo nessa indeterminação é possível traçar algum padrão. Os vira-latas geralmente possuem uma pelagem curta e coloração deles varia entre o creme e o preto. Isso porque no meio de tanta mistura o que tende a prevalecer são os genes dominantes. Quanto ao seu temperamento, bom, isso é uma caixinha de surpresas mesmo. Mas é difícil vermos um vira-lata que não seja de boa, brincalhão e carinhoso. ;) Nós amamos vira-latas, e vocês?

© Desde 1981

  • Veterinária São Boaventura
  • Veterinária São Boaventura